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terça-feira, 11 de junho de 2013

Meu Arraiá do Licuri - Que saudade!

Queria me apegar a uma frase de um tio meu lá do Rio Grande do Norte que diz: Tempo bom é hoje!
Ele diz isso quando alguém se esconde no passado por alguns segundos e sussurra: “Ô tempo bom foi aquele!!”
Como ele já passou da casa dos sessenta, reforça a ideia de que bom é hoje. Antigamente não tinha nada disso, como televisão, estradas, internet, etc...Como papai também costuma dizer: “o mundo furou”.
Eu sou do contra. A cada dia que passa esse furo no mundo me deixa mais antigo. Eu gosto de ser antigo – não tão como Marcão – mas gosto de contar histórias, de lembrar das coisas vividas na infância e na época do colégio, principalmente.
E é justamente essa época que me traz aqui, depois de alguns dias sem escrever.
Hoje, 11 de junho de 2013. Quanta coisa boa eu e meus amigos vivemos nesta época.
A começar pelo tradicional - e hoje morno – Arraiá do Licuri, na minha queridíssima Serrolândia, cidade dos meus amigos do coração Bianquinha e Heitor. Outras figuras também deixam a cidade com aquele ar de inesquecível. São eles Beto, Afonso, Fred, os pais de Bia e Thola, os blocos e, claro, as infinitas mulheres que sempre estavam prontinhas pra o Forró.
No meu primeiro ano do ensino médio, no meu amado e inesquecível Yolanda, combinamos de ir pro Serrote, passar o final de semana do Arraiá. Ficaríamos na casa de Bia, todos felizes e satisfeitos. Passarinho quando saía da gaiola perdia pra felicidade da gente.
Acontece que é também nessa época que o boletim da primeira etapa chegava às nossas mãos. Seis estrelas e um desespero. Estava perdido em matérias bobas, que certamente me impediriam de ir com a galera. Foi aí então que peguei Fabiane pelo braço e fomos fazer o que a gente sabe de melhor. Aprontar!!
Pegamos notas do boletim de Jéssica (melhor aluna da turma) e fomos colando por cima do meu. Fomos até a Digicop (praça da Bíblia) pra tirar xerox colorida e mostrar aos meus pais. Lá um pequeno problema. Pro Josianne morava por perto e certamente estaria por lá. Dito e feito.
Fomos então para outras copiadoras, tiramos vários modelos pra saber qual ficaria melhor. Lembro como hoje que todas as pessoas que tiravam a cópia ficam com um sorrisinho de lado, meio que pagando pau pra nossa invenção. Era realmente um plano infalível.
Depois de várias copias, recortar o pequeno boletim da folha de ofício e escolher o melhor, fui pra casa.
Esperei a noite cair, papai chegou da JMC, mamãe da Receita e eu assistindo minha novela das seis, como quem não queria nada.
Na hora da janta simulei um repente e disse:
- Ô rapaz, quem saiu hoje foi o boletim.
Nessa hora, com a colher da sopa na boca e a cabeça baixa, só levantei a parte branca dos olhos junto com as sobrancelhas.
- Vocês querem ver?
Ninguém disse nada, o que significava que queriam. Peguei e mostrei. Ele passou rapidamente pelas mãos dos meus pais que pouco notaram. Nas mãos de Sara não poderia passar desapercebido.
- Isso tá muito estranho... – Disse.
Com as notas boas em mãos, sorridente pedi pra ir passar o feriado de Santo Antônio em Serrolândia. Para a minha surpresa inexplicável, recebi um não. Não, você não vai. Deixa pra próxima.
Mas como não ir? Todos iriam! Novamente só eu? Não era proibido proibir? Eu estudei a etapa toda pensando nesse final de semana. Seria novamente injusto.
Tudo bem que o boletim era falsificado, mas ninguém sabia. Eu já era grandinho.
Para eles, não fiz mais do que minha obrigação em ter passado em todas, até porque não pagava uma conta, não lavava um prato, apenas o carro. Além do mais, eu não era todo mundo.
Quem nunca ouviu isso?
O ano passou, meus amigos foram pra Serrolândia e somente dois anos depois (terceiro ano ensino médio) tive o prazer de ir. A história muda só o boletim, porque dessa vez eu perdi de verdade em três matérias e eles nada falaram. Acho que se compadeceram e me deram como prêmio a confiança de ir pra Serrolândia, como oportunidade de melhorar na etapa seguinte.
Fui eu, Caps, Zé e o dono da casa, Heitor.
Foram dois, três ou quatro dias, não me lembro. O que ficará na minha memória certamente será o final de semana por completo, que me deixou mais próximo deles. Cada aventura com os meninos era uma prova de que aquilo duraria pra vida toda.
Na primeira noite lembro que dormimos amontoados pra amenizar o frio e acordamos com a simpatia dos olhos verdes do pai de Heitor.
- Bora, meninada! Acorda!! Bora tomar um licor?
A gente acordou rindo. Como era massa ouvir um pai de um amigo oferecer um pouco de licor na resenha. Demonstrava a relação que ele tinha com os filhos. De amizade e confiança.
Abro um parêntese para dizer que fui criado num meio em que todos os pais dos meus amigos têm essas características.
Ocorre que eu tinha uma condição para ir nesse Arraiá. Na segunda teria que estar na aula, logo cedo, independente de qualquer coisa. Foi aí então que decidimos virar a noite de domingo pra segunda na farra, porque certamente não teríamos sono.
Triste engano! Entramos no carro, aquelas Veraneios de mil novecentos e bolinha, junto com Maiara e Fabi que tavam na casa de Bianquinha e fomos pra Jacobina.
Cheguei umas seis horas, fui pra casa e deitei. Deitei apenas pra me frustrar, porque em seguinda papai abriu a porta mandando ir pra aula.
Tomei aquele banho e fui assistir a bendita. Sabia que pouca gente ia estar. Apenas os que os pais impuseram, como o meu.
Ao chegar, tenho a notícia de que não haveria aula. Foi aí então que finalmente pude ir pra casa, dormir minha noite de sono perdida.
Toquei a campainha de casa e ouvi a voz de papai. Juro que não queria ouvir a voz dele nessa hora. Bastava ele já ter ido pra Mineração. Soa até como pecado.
Subi as escadas e disse que estava com dor de barriga e que logo voltaria pra o colégio. Tranquei a porta do quarto e deitei. No cochilo bom ele tenta abrir a porta, não consegue e deixa o recado que estava indo escovar os dentes, mas na volta iríamos juntos pra escola.
Mesmo explicando que não haveria aula, ele insistiu que teria que ficar lá, esperando o tempo passar. Não me importei muito, até porque o final de semana teria valido a pena e merecia qualquer contrapartida que ele fizesse questão. Vez em quando papai tem dessas atitudes impensadas, mesmo eu sendo consciente de que preciso desses freios.
Voltei pra o Yolanda, sentei com os amigos e fiquei durante toda a manhã deitado no colo magro de Fabi. Ficamos também ouvindo e pirraçando nega Maiara. Contávamos as histórias pra Jéssica – salvo engano ela não foi – que morria de inveja.
Foi ela também quem tirou uma das fotos mais bonitas que tenho. Uma das poucas que eu digo que realmente fiquei bonito. Vestido no capote rosa de Bia, com a lembrança de um final de semana e ao lado dos meus melhores.
E assim terminou a manhã da minha segunda feira pós Santo Antônio, com a sensação de que nunca mais esqueceria.
Que saudade de tudo isso! Tio Toinho (lá do Rio Grande do Norte) que me desculpe, mas meu coração tá apertado e preciso dizer:
Que tempo maravilhoso!!!


domingo, 28 de abril de 2013

O nome dos "Fí de Keu"

Ontem (27 de abril de 2013), até umas sete da noite, estava em dúvidas se iria ou não a um casamento. Não sou lá esses fãs de eventos sociais, em que se veste uma boa roupa e se observa a roupa dos outros.

Ocorre que papai fazia questão que eu e Sara fossemos. Meio que estaríamos o representando.

Assim eu fiz. Estudei até certa hora com meu fone, sem paciência pra seu ninguém, e me deu um repente no juízo, pedindo pra ir.

Botei a tal roupa bonita, o sapato nem tanto e minhas meias trocadas. Era da mesma cor, mas pares diferentes. Parece que eu gosto de ser desmantelado.

Na parte externa da igreja, presença de autoridades que indicavam o alto nível do evento. Na interna, muita gente bonita, ansiosa e uma entrada ao som de uma banda de sopro excelente.

Foi ratificado em mim o mais alto desejo de ter o matrimônio, de casar, de jurar, de ser até o fim da vida. A beleza do evento fez despertar.

O difícil, caso venha a casar, estará na aceitação dos nomes dos meninos e/ou meninas. É que são nomes estranhos, que fico alimentando com brincadeiras com alguns amigos, mas que tem lá seu fundo de verdade.

Sonho em ter vários filhos. Como é difícil em tempos modernos ter essa gama de menino quebrando as coisas pela casa, penso em três.

Brinco, então, que serão eles: Marinês, Luiz e Raimundo.

Nomes estes reprovados por cem por cento das pessoas consultadas, inclusive mamãe. Luiz ainda passa, mas o resto, fica na lanterna, ou no “cruz credo”.

Tudo bem, se a mulher não for tão chata como eu, a gente negocia Luiz e Maria de Lourdes.

Sse não quiser estes, vai casar com Bitinho! Quero conta mais não...

sábado, 20 de abril de 2013

É proibido proibir



A minha maior missão nesse blog é contar histórias. Engraçadas, curiosas, bestas, cabulosas, mas histórias minhas.
Por isso que hoje, ao acordar e ver que dia do mês estamos, lembrei-me do ano de 2007, lá em Jacobina.

Eu tinha 14 anos e Lorena (bocão) completara, na ocasião, 15 anos.

Era um dia de sexta feira (sem olhar calendário), dia 20 de abril de 2007. Tudo certo para comemorarmos o aniversário, um marco na vida de uma mulher, que é o tão sonhado 15 anos.

- Papai, hoje tem aniversário de Lorena. 15 anos na “Só Batidas”. Eu vou, viu?!

- Quem é Lorena?

- Lorena, moço. Do Yolanda. Filha de Jedida e Everaldo da Telemar...

- Não.

- Não o que? É filha de Everaldo, sim, rapaz...Lá da Jacobina 3.

- Não, você não vai.

Só fiz chorar. Sempre fui muito chorão, até os dias atuais. Não iria ser diferente com essa idiotice de papai.

Nenhuma outra palavra descreveria essa atitude dele. Talvez loucura, momento, falta do que fazer, etc mais...

Digo isso pelo simples motivo de ter sido criado com a frase legal, que gostava de ouvir e que mais nunca ele falou.

“É proibido proibir”.

Se era proibido proibir, por que ele fez isso comigo?

O aniversário aconteceu, eu deitei e dormi. Aliás, antes tivesse dormido. Liguei um som que tinha, botei do lado na minha cama e liguei tocado “Forrozão Chacal”. Foram lágrimas, tristeza, e muitos pensamentos loucos. Me faltava era coragem pra ir escondido, mesmo ele merecendo.

Melhor dizendo, quem merecia minha presença era a minha amiga Lorena. Ele não podia ter feito isso conosco.

Mas, e hoje? Como ele pensa, como ele lembra desse episódio?

Papai é do tipo que se arrepende. Ele parece com Galdino, do Yolanda. Diz não com vontade de sim. Diz sim com gosto de não.

O arrependimento mora nele até hoje por não ter me permitido participar desse dia com meus amigos. Até hoje ele lembra, da uma risada sem graça rangendo os dentes e pede desculpa, meio sem jeito.

- É mesmo, desculpa, foi mesmo, devia não, podia não, sua amiga, 15 anos nera?

Agora imagine ele falando esse tanto de coisa em 3 segundos, numa frase só. É muito sem jeito.

História igual aconteceu com a fazenda da minha querida amiga “mamãe” Ingrid Velloso.

Todos estavam certos de que o final de semana seria na fazenda, sob os cuidados de Lorena e Zezinho (pais de Inha).

Só papai não me deixou ir. Por que, meu Deus? É proibido proibir. Esqueceu?

Lorena ligou lá pra casa, conversou, pediu, e não teve jeito.

Sentei na cadeira do computador e não chorei. Engoli. Não dei ousadia. Lá vem ele alisando meu pescoço e perguntando,
meio que arrependido.

- Lá ia ser bom? Quer ir mesmo?

- Nem se você deixasse eu ir...quero mais não, obrigado!

Ele deu as costas e saiu. Acho que uma das maiores besteiras que falei foi essa na vida toda, dentre tantas enormes.

É que eu queria muito ir, não tinha porque tanto orgulho. Defeito que me persegue.

Mas, voltando ao aniversário de Lorena (bocão – não confunda com a mãe de Inha), no outro dia, sábado, era aniversário mega comentado de Evelin, aluno do nosso rival Oasis.

Dessa vez foi a vez de Sara. Pediu pra ir e negado foi. A decisão dele fazia muito sentido. Ele fez justiça a mim. Se não me deixou ir pra um aniversário de uma AMIGA, qual razão faria Sara ir pra uma festa só por ir? Se ela fosse, a injustiça seria dobrada comigo. E irmão tem dessas coisas. Se ela pode, eu posso.

Acontece, parceiro, que me veio uma lâmpada com um diabinho e um anjinho.

Combinei com Daniel, Iago, Lulinha, Jéssica Liz e Matheus Brasil que iríamos pra esse aniversário. O MSN bombava demais nesse dia. Os “Nicks” só falavam disso. Iria fazer de tudo. Ninguém iria me impedir.

A noite chegou e eu deitei pra dormir. Dormir NADA! Estava com o plano traçado na minha cachola.

Toda noite eles (meus pais) assistiam televisão até certa hora. Antes de desligar, papai vinha na cozinha, pegava um copo d’água (supostamente pra algum remédio de mamãe), desligava a televisão, dava um selinho (eu ouvia o estalo e morria de raiva) e dormiam, felizes, sorridentes e babando.

Essa noite eles demoraram fora do comum. Acho que dormiram e esqueceram de desligar a televisão e fazer o que era rotineiro.

Eu não ia esperar. Não tinha celular e tinha combinado meia noite no clube Leader.

Pegue almofadas no sofá, escorri pela cama, fazendo a minha cabeça com um capacete da mineração. Abri o guarda-roupas, peguei a minha chave dos fundos, sapatos que calcei lá fora, o perfume (Dimitri) e fui de ponta pé.

Encontrei com os meninos e aproveitei aquela noite de forma magnífica.

Aniversário com as melhores coisas que uma festa poderia ter. Lembro, inclusive, que foi a primeira vez que bebi.

Comecei no Wisk e só parei na minha cama, com o mundo rodando.

Papai merecia uma fugidinha. Tomara que ele não leia o blog nem ninguém conte a ele pelo calçadão.

Hoje, anos passados, reconhecido o erro, quero desejar meus parabéns a Lorena. Grande amiga de infância que ainda encontro por aí.

Ah!! Se alguém for contar, aproveita e relembra que é proibido proibir.

terça-feira, 2 de abril de 2013

O casamento acabou



Em 2009, quando idealizamos o Forró LIGHT, na tentativa bem sucedida de reunir todos os colégios numa só festa, pensamos grande, apesar da pouca idade e nenhum dinheiro.
Resolvemos fazer no dia 11 de junho o 1º Forró LIGHT com uma banda que ainda era pequena no nosso Estado e com músicas simplesmente lindas.

Com o contato direto entre Nenel (sócio da festa à época) e o grupo Cangaia, formalizamos e decidimos fazer acontecer. Juntos como sócios, estavam Iago Souza e Raonne.

Mídia, galera da sala, animação, risco, palpites, sugestões e uma pequena celeuma com o pessoal do Forró dos Namorados. Rafael e a turma do Escalada que organizava.

Lembro que a cidade tava um zum zum zum enorme. É que no dia 12 de junho, um dia após nossa, teria o Forró dos

Namorados. Sentamos na casa de um dos membros organizadores do evento e decidimos que nada havia de mal nisso.

Lembro, inclusive, que o primeiro ingresso vendido em toda a história do Forró LIGHT, foi vendido pra uma moça loira dos olhos verdes que mora perto do Yolanda e da Embasa. Dona da casa que foi a reunião.

A festa aconteceu e foi sucesso. Lembro que Maíra Cajé deu uma palhona na festa. Cantou várias com Norberto (vocalista do Cangaia de Jegue).

Um ano após, já em 2010, resolvemos trazer novamente o Cangaia de Jegue. Eu não queria. Queria algo como Tio Barnabé, Estakazero ou Colher de Pau. Só que como a galera pedia e Nenel facilitava as coisas, fizemos novamente. A bilheteria novamente nos surpreendeu e a festa foi sucesso.

Já em 2011 decidimos não fazer com o Cangaia. Trouxe o Forró na Tora e o clima (tempo chuvoso) fez com que a festa não vingasse nas bilheterias, contudo, em temos de musicalidade não deixou a desejar. Foi um festão!

Em 2012, mais precisamente no dia 28 de julho (aniversário de Jacobina), novamente Nenel me convence que Cangaia de Jegue seria uma boa alternativa. Em contrapartida, Lucas Dias argui a necessidade de crescer e inserir na grade o New Hit. A festa acontece com alguns percalços e, mais uma vez, surpreende.

Costumo dizer que o Cangaia de Jegue saiu dessa ultima festa com algo em torno de 600% a mais do que a primeira vez.
Sem exageros. É na ponta do lápis.

Nesse interstício de tempo, Cangaia de Jegue tocou uma vez para o grupo do Bomba (Fabão e CIA) e também para Matheus do Churras (Capim Grosso). Show intermediado por mim.

Não tirei e nunca tiraria um só centavo. Fomos juntos à empresa pela boa relação que tínhamos com o Grupo Cangaia.
Acontece que agora em 2013, na querida e tradicional Semana Santa jacobinense, o Cangaia aparece, desrespeitosamente, na grade da festa de um cidadão, no mesmo dia da nossa.

Sim!! DES-RES-PEI-TO-AS-MEN-TE!

Quem conhece o mínimo de evento sabe que esse meio é cruel. Não é coisa para se viver. Quem é pequeno e vive disso, não vive bem. É algo que quem pratica, pratica por amor. Vide Fabão, pessoa com grupo sólido em eventos e um Agente da Polícia Federal. Vide Everaldo, corajoso e que tem comércio.

Vide nós, por que não? Estudamos e brincamos de fazer festa de qualidade.

Nós somos apenas estudantes. Futuros advogados, engenheiros, dentistas, o que for. Por mais novo que sejamos, somos homens o bastante para saber que tais condutas são absolutamente reprováveis.
O fato de o Casarão ter colocado uma festa no mesmo dia do Open LIGHT é algo que não merece guarida, tampouco respaldo.

Mas que problema há nisso?

Há sim! Nesse meio complicadíssimo, como as datas são escassas, existe intrínseco às pessoas que com isso mexe, algo chamado conversa, negociação e sobretudo, respeito. Não é necessário que haja um contrato escrito, explicadinho em artigos e alíneas o que se deve ou não fazer.

Mas, Keu...você lembra do Forró da Rede?

Sim, lembro! E como lembro...Eu era cliente. Queria ser cliente até hoje.

Em 2011, quando fomos convidados pela equipe dos Brutus para fazer o evento Brutus LIGHT, tivemos o cuidado de conversar com os organizadores da referida festa para que fosse combinado. Queríamos a quinta feira santa. No sábado, apoiaríamos a festa feles.

Sem acordo e com um desgasta interno no grupo do Forró da Rede, resolvemos então fazer o sábado e concorrer.

Existe uma diferença enorme nas duas situações. Existiu conversa, tentativa de acordo, hombridade.

O que os organizadores do Casarão fizeram é algo desprezível, mas não me atinge, não me entristece nem me preocupa. Já fizeram uma, duas, três, fomos a quarta ou quinta, mas não seremos os últimos.

O que me entristece, de verdade, é uma banda como o Cangaia de Jegue, a qual construímos uma história juntos, de parceria, de lealdade, de altas remunerações, de nunca ter deixado de pagar um só centavo, ter sido contratada pra mesma cidade sem ao menos nos consultar.

Quem não conhece de evento deve achar estranho.

Mas que obrigação eles teriam?

Não, eles não são obrigados por texto de lei nenhum. Eles são obrigados pelas relações humanas que a sociedade impõe e que, sinceramente, valem mais do que qualquer dispositivo legal.

Quando soube, de imediato conversei com o produtor da banda. Deixei claro o meu recado e disse que com aquela atitude injustificável do Grupo Cangaia, nosso casamento haveria acabado.

Com toda essa facilidade de se reatar relacionamentos, não vos afirmo que nunca mais os-contratarei. Mas encaro como uma traição. E traição, parceiro...eu não perdoo.

Ah! Tô em lua de mel com DORGIVAL DANTAS.

Eu tô doido pra CASAR e CONVIDAR todos VOCÊS!!

Vocês são demais. O Open LIGHT vai ser sábado que vem (dia 30 de março) e hoje ainda é domingo (dia 24 de março). Quero desde já agradecer a todos que participarão ou participaram do evento.

É mais um ano!

Hoje, dia 02 de abril, depois de escrever o texto, organizar o OpenLIGHT e também ir ao outro evento ouvir o som do Arreio de Ouro, mais uma vez agradeço a todos que participaram da festa e aos mais variados elogios.

Obrigado também a João e Aldo da Schin e Mateusinho da Sempre Criativos.

Aos meninos que ajudaram a festa a acontecer, sendo eles: Simão, Netão, Paulo, Rafael, Zulu, Léo, Boca, Hélio, Filipe e tantos outros.

Alguém avisa a Cangaia que tocar pra o LIGHT e tocar pra outro a diferença é enorme! ;)

sábado, 23 de março de 2013

Semana Santa em Jacobina com amigos da Faculdade



Depois do meu parceiro Igor ter passado o micaretão (2011), e meu delegado Conrado ter conhecido o Forró LIGHT (2012), iremos agora na Semana Santa (2013) em grupo.

Viajaremos na quarta feira, pós estágio, eu, Conrado, Felipe e Hélio. Igor ainda tá vendo se consegue dar o zignaw no "estágio". As aspas significam o que rola nos bastidores. Estágio na verdade seria a mulher. Tá foda, viu?!

Cinco da tarde sairemos (nós quatro e Natália de Dindo), com previsão de chegada às dez da noite.

Teremos um longo final de semana para que eles possam conhecer a minha linda cidade. Conrado terá mais tempo dessa vez.

Felipe e Hélio quebrarão esse cabaço.

Sara costuma dizer que nunca levaria amigos na Semana Santa. É que nós somos católicos (não fervorosos, mas respeitosos), e lá em casa nesse período não é aceitável que vá à rua beber, dançar, etc. Eles vão com essa ciência, de que quinta e sexta não serão dias badalados, mas de conhecer a cidade, fazer passeios e, é claro, arrumar o Open LIGHT.

Hoje pela tarde recebi a ligação da Tia Oficial. Engraçada e uma mãe alá moda antiga, a mãe de Hélio me ligou a fim de que fossem tiradas algumas dúvidas.

O que vamos fazer? Onde vamos ficar? Quem vai dirigindo? Nome dos seus pais? Endereço? Números disponíveis?

Sim! Muitas, muitas perguntas! Todas elas perguntadas e respondidas de um jeito especial, alegre e transbordando confiança. Do jeito que fomos criados, é a forma que quero criar. Acho esse tipo de conduta mais do que louvável. Foi essa conduta que também tiveram os pais de Igor, quando disseram NÃO! Você não vai pra Jacobina. Sei nem pra onde você vai, com quem vai, por que deixaria?

Acho que estamos escassos desses tipos de pais.

Vamos pra Jacobina fazer com que esse final de Semana seja parte da nossa história na Faculdade.

Doutores, é tudo nosso!!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Eu quero um pedacinho da cruz


Depois de quase um mês completado no meu novo estágio (Juizado especial cível – TJ/BA), estou com uma nova e arriscada missão.
Fui indicado e ensinado pelo Dr. João Ribeiro (estagiário) e sou supervisionado pelo Dr. João Alcântara (juiz de direito). Só que, após passado esse tempo probatório (já estou contratado), ficarei sozinho como estagiário direto, com a missão de ser tão bom quanto meu colega de estágio (João Ribeiro) é.
É que ele vai sair de férias. Como disseram alguns servidores, férias essas, mais do que merecida.
Hoje, após pegar alguns macetes e modelos a fim de que possa dar continuidade ao trabalho, prezando pela eficiência, celeridade e simplicidade processual, recebemos na nossa sala a visita da Dra. Daiana. Ela que é parte integrante da equipe coordenada pelo Dr. João Batista e que há uma semana me deu certa pressão.
É que eu havia feito uma sentença no word e colado no sistema em processo diverso do pretendido. Logo, com a referida contradição, caberiam os embargos.
Antes, portanto, os auriculares. Assim advogado fez. Passada essa fase, sofri eu tais embargos.
Acontece que não estava, ainda, disponível no sistema. Mesmo assim, queria a Juíza leiga que eu deixasse pronto. Como sou obediente, não fiz.
Esperei cair no sistema e prontamente analisei o processo. Embargos feitos e ele concluso para sentença, acolhi o pedido e fundamentei o erro material. Em outras palavras, erro meu, assumo eu, corrijo eu.
Feita nova sentença, levei para que ela analisasse. Em poucos instantes recebi elogios.
“Adorei. Muito boa. Você realmente tem futuro. Parabéns.”
Como não ficar feliz com palavras de alto calão?
Foi sim, digno de deixar o peão feliz.
Na visita de hoje ao gabinete para conversar com o Juiz, ela aproveitou o ensejo para parabenizar pela contratação.
“Inclusive, Dr João, quero dizer que é uma excelente contratação a de Cleuber. Excelente estagiário. Tem postura...gostei mesmo.”
“É, também gostei. Caladinho...jeito mineiro” – Disse o juiz.
“Caladinho? Sou não, Dr. É que estamos começando...risos” Finalizei.
Confesso que me arrepiei todo, dos pés a cabeça.
É essa a razão para a minha postagem. Dizer em poucas e boas palavras o meu muito obrigado ao Dr. João Ribeiro pela confiança em sair de um local cativo e me deixar administrar.
Serão trinta dias longos, com a missão de ensinar aos que tão chegando e de dar andamento aos que aí já estão.
Afinal, a cruz do Dr. João Alcântara é pesada demais para carregar sozinho. Faço questão de usar todas as minhas forças.
É que estamos juntos na luta para que tenhamos, em breve, um judiciário exemplar.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Colegas - FIlmão



Ontem tava circulando pelo Facebook e vi um vídeo promocional. Era o trailer do filme "Colegas".

Acho que os minutos do demonstrativo eu assistia meio que com a boca aberta e formigando os pés. De imetiato reconheci também o casal que estava dia desses no Altas Horas, programa de Serginho Gorisman aos sábados. Aquele do madrugada inteligente. Eu dei boas risadas com eles e me sentia do mesmo jeito quando assisti ao trailer. São eles, ao lado de outro colega, que protagonizam o filme.

Vou, neste momento, tomar a liberdade de contar um segredo pra vocês.

Desde pequeno eu tenho um sonho meio estranho. Tenho o sonho de ter filhos, muitos filhos (lê-se 3 no máximo), sendo que um desses queria que tivesse a síndrome de down.

Sou completamente apaixonado, fascinado e fã desses meninos que tem um cromossomo a mais. Eles são a mais, eles são demais!

Tem um amigo de Márcio, meu professor de física lá de Várzea do Poço. Nome dele é Gustavo, mas chamam de Guga. Sempre que chego no carnaval pergunto por ele, e logo aparece todo serelepe.

Em outubro do ano passado teve segundo turno pra prefeito em Salvador e na contagem de votos, na sede do 25, tinha um rapaz também com a síndrome. Eu tava do outro lado e fingi que ia olhar o carro (disse aos meninos), só pra poder na volta passar por ele e puxar um papo. Com poucos minutos de conversa eu fui apertar a mão dele e ganhei um abraço.

Acham que eles são agressivos e dotados de muita força. Podem até ser, mas nunca vi caso.
Então, já comentei com algumas tias e acho até que com mamãe. Elas também estranharam, exceto Tia Olga que também é fã.

Se não for por força divina, teria coragem de adotar.

Claro que é uma decisão pensada. Não vou ser casado comigo mesmo (sei nem se vou casar), então tem que conslutar a patroa.

"Palavra tem poder".

Papaii do céu, me ajeite! ;)

Segue link do trailer. Não sei postar vídeo no blog. Aconselho assistir.

PS: Ontem sai correndo de casa para o Iguatemi para assistir com meu amigo Rafael. Só tinham três casais. Eu e ele e mais dois casais normais.

http://www.youtube.com/watch?v=Kf07YeqMOtg&feature=share