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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Aniversário de Gi

Quem tá completando mais uma primavera nessa segunda, dia 07 de dezembro, é minha Gi.
Já escrevi sobre ela aqui no blog, mas toda e qualquer homenagem ou o que quer que seja é muito pequeno pra ela.
Tentei me organizar pra ir hoje pra Jacobina com Sara logo cedo, mas não dava. Até dava, mas foi mesmo uma opção.
Final de ano chegando, o Escritório precisa ajustar algumas coisas para que finalize o ano bem e, consequentemente, também inicie 2016 com o pé direito.
Já tem alguns anos que não passo com ela. Ficamos apenas nas ligações – que se repetem diariamente – e na vontade.
Certamente ela vai a noite pra alguma pizzaria. Sara, Papai, Mamãe, Cris, Quinho, Dr. Flávio, Dona Arlene, talvez o novo paquera dela e não sei quem mais. É o jeito mais prático pra comemorar.
Tô aqui recordando de um ano em que fui pra Jacobina e papai deu a ideia de fazermos uma festa surpresa. Foi fora do normal de bom!
Mamãe o dia todo na Receita, Sara em Salvador (adorei essa parte, porque eu estava e ela não) e papai na labuta do aniversário.
Conversamos com Cris e ela passou mais ou menos o que precisaria. Ajeitamos tudo direitinho e ban!! Sete da noite fizemos a surpresa.Ela de verdade não desconfiou de nada.
Foi o bicho!! Vê-la satisfeita me deixa radiante.
É, como já disse, aquele ser iluminado, que se fez necessário, que é extremamente importante, como um pai, como uma mãe, como uma irmã.
Que papai do céu possa continuar abençoando a nossa “irmã Gi” e que possamos até o fim das nossas vidas ser companheiros, amigos, cúmplices, tudo.
Parece bobagem, mas vocês precisam ver quando ela só imagina que alguma coisa possa acontecer a mim ou a Sara. Ela fica brincando (com muita verdade) que não aguentaria.

Deixa eu ir trabalhar agora, porque esse ano não deu, mas no próximo ela que escolhe o presente dela. 

sábado, 7 de novembro de 2015

Pai, o que está acontecendo?

Essa semana o vereador de Jacobina, Batista (PP), foi citado aí em Jacobina por diversos blogs (irresponsáveis) que havia sido envolvido num desvio de num sei quantos milhões e que a Polícia Federal (supervalorizada) havia batido a sua porta cinco da manhã para apreensão disso e daquilo.

No seu momento de esclarecimento lá na Rádio Jacobina Fm, na companhia de Geyder (radialista de mão cheia), pouco fiquei convencido da sua versão, mas uma passagem da sua fala me chamou a atenção. Foi quando ele falou, com pesar, a forma que as pessoas veiculam aquilo que acham que é verdade, e daí prejudica uma cadeia de pessoas que chega a ser incalculável.

Nesse caso, a sua filha, morando e estudando fora, tentava incansavelmente falar com seu Pai para saber o que havia acontecido. É que a gente fica de longe, apreensivo e torcendo para que os nossos pais, irmãos e amigos não se envolvam em problemas. É preferível que o problema seja nosso do tamanho do mundo, que falte autoestima, que as notas estejam baixas, que o dinheiro não esteja suficiente, que o namoro não caminhe como a gente espera, mas ver um Pai acusado por um blog, uma rádio ou um site irresponsável é de tirar o sono.

Me senti na pele dela. Como é ruim, desagradável e nos dá um pico de nervoso quando nos deparamos com algo com aquela agressividade.

Foi agressivo não só com Batista, mas com sua carreira profissional, sua vida parlamentar, sua vida íntima e, principalmente, sua família.

Não quero jamais justificar o erro de quem quer que seja, muito menos o de Batista, que pouco tempo atrás não tirei o chapéu pela sua atuação como vereador. O que quero – e não vou conseguir - é apenas apego com a verdade.

Quem dirá? Só o tempo e a apuração da temida Polícia Federal que acorda o cabôco cinco da manhã. 

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Chorar de rir

A vida é feita de fases. Eu tenho vivido essas fases de forma magnífica. Digo isso porque hoje, com 23 anos, carrego comigo uma bagagem de muita coisa boa.

Ontem, por acaso, sentamos na Missão para conversarmos e tomar uma. Vínhamos de uma tarde de muita tristeza, mas fizemos questão de estar juntos.
Sentamos eu, Dips, Daniel Cajé, Inha Velloso, Negão e Danielle (namorada de Dips). Momentos depois passou Alisson, o Sinho, acompanhado de um amigo de Umburanas.

De pronto aceitou nosso convite feito aos gritos (eii porra!! Chega! Vem pra cá!!).

Apesar da distância de Alisson da nossa turma de Cônego Samambaia/Rua da Vitória/Oitão, sempre que ele chega, a gente consegue dar boas risadas.
Ontem foi fora do normal. Ríamos das mesmas coisas, das mesmas histórias, lembrávamos-nos de outras tantas e a memória refrescava como se fosse ontem.

Personagens como Fredão, Marlon, Bozo, Luan Piauhy, Netão gordo, Birão, Netão de Nilza, Mônica doida, Mike (cachorro) e tantos outros.
Tá vendo porque afirmo que vivo as fases?

Essa fase de já entre 11 e 16 anos que aprontamos de muitas maneiras, tá registrada com muito carinho.

Começamos nos carrinhos de brinquedo, passamos para o patinete, chegamos às bikes, logo uma moto, agora, os carros de verdade.

Que possamos cada vez mais sentar como ontem e conversar e chorar...de tanto rir. O pé da barriga chega dá uma cólica.


Abraços, meus amigos. 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O lugar também vai morrer

Hoje de manhã amanheci pensando em como as coisas e lugares também morrem.
Com certeza deve existir frase e texto em torno dessa reflexão, mas nunca tinha me atentado com toda cautela como aconteceu hoje.
Minha infância teve de tudo. E por isso eu sou um bom contador de histórias passadas. Pelo menos os colegas da Faculdade diziam. Os do Yolanda talvez não suportem mais. Os de rua talvez me ajudem a contar. O de escritório um dia vai se cansar.
E é por isso que a gente vive em eterna mudança, conhecendo novas pessoas para que elas possam morrer, indo a novos lugares para que eles também possam morrer.
A morte do ser humano para nós uma merda. Você perde o contato direto. Não ouve mais a risada, o choro, as pirraças, as brincadeiras e as manias.
E dos lugares? Do que a gente sente falta?
Treze anos atrás (eu conto história que aconteceu uma década atrás, o que significa que estou ficando velho), minha Tia Nã morreu. Ela era tia de Gi, que vocês tanto conhecem. Então, seria minha Tia também.
Como nossa infância foi lá e ela não está mais entre nós, deixamos de ir, de passar as férias, de ver os pintinhos nascerem dos ovos das galinhas, de regar as plantas, cozinhar licuri, andar de jegue e cagar no mato.
O lugar simplesmente: Buum!!Também morreu!
Os galhos secos, as arvores pedindo socorro, a casa agora é abrigo de morcego, jegue aprendendo a comer malva, etc.
Recentemente outra tia, dessa vez de sangue, também faleceu. Morava na Jacobina III e às vezes, não com muita frequência, eu também ia lá.
Hoje passo perto da Serrana e o volante meio que dá uma puxada para a esquerda, querendo entrar na avenida que dá acesso a Jacobina III. Eu resisto e sigo direto.

É que ainda estou em processamento. Aquele lugar também vai morrer.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Os encostos de Jacobina e as encostas de Salvador




Dia desses brinquei no meu Facebook dizendo que nas eleições de 2018 para Governador da Bahia, ganharia quem fizesse mais encostas, já que em 2016 não teria graça. Quis dizer que ACM, o Neto, ganha fácil.

É que Salvador é uma cidade desordenada no subúrbio, fazendo com que as pessoas se instalem em locais inseguros e inapropriados, não porque querem, mas porque a história explica. Tomara que o Secretário e pretenso vice-prefeito de Salvador (Bruno Reis - PMDB), não diga que é porque eles querem.

Rui Correria (Costa – Governador da Bahia) vem fazendo propaganda exagerada, dizendo que mais de 200 milhões de reais estão sendo empenhados nas encostas de Salvador, oferecendo mais segurança e comodidade aos moradores.

Neto, o pequeno pônei mais desenrolado da América Latina, não fica atrás. Vem visitando a cidade baixa e também realizando obras por onde quer que o bolso e a saúde financeira da Prefeitura permita.

O que me traz aqui é uma comparação que fiz dirigindo e meio tomado pelo efeito do café que tomei logo cedo, pois em Salvador ganha quem fizer encosta. Já em Jacobina, quem tiver menos encosto.

Em Jacobina, amigo, precisa de Político que não tenha encosto, que tenha coragem de dizer NÃO!!

Nas eleições do ano passado para Presidente eu me encantei com um vídeo de Eduardo Campos, dizendo em alto e bom tom (nunca sei se é bom som ou bom tom) que diria NÃO a determinadas pessoas. Que estas seriam OPOSIÇÃO!

Em Jacobina tá faltando homem com essa disposição.

Em 2012 Rui deu um chute nos ovos de Juliano Cruz, tirando-o da Vice e colocando Fagundes. Leopoldo não perdeu tempo e logo trouxe para o grupo. Foi candidato a vereador e levou um não da população.

Não também foi dado, nas urnas, para Jasson e para Cristiano Teti.

Vejamos então, qual a contribuição estas figuras podem oferecer pra Jacobina? Respondo com a maior tranquilidade que pode existir:
Nenhuma!

Digo isso sabendo, inclusive, que duas foram levadas pelo próprio Fagundes (Jasson e Teti), contra a vontade do Prefeito.

O Secretário de Obras da cidade, por exemplo, em outros tempos, foi Secretário de Saúde. Hoje está na gestão por um pedido político de cima, para não ficar desempregado. Dessa vez não é culpa de Fagundes. Robério Wanderley, que ano que vem pedirá voto para o candidato de Leopoldo, não tem culpa. Todos temos contas a pagar.

As eleições se aproximam, os encostos também.

Em todos os grupos existem pessoas malucas, irresponsáveis, que falam demais, agem no impulso e meio que traz imagem negativa, mas é muito difícil se desfazer destes cabos.

De outro modo, se afastar dos encostos da política jacobinense é algo urgente, que ajudará, e muito, aquele que queira se eleger no pleito de 2016.

Sorte e coragem aos candidatos, lembrando, sempre, querendo ou não, gostem ou não, podem espernear, as eleições municipais de Jacobina dependem diretamente de Rui Macedo e Leopoldo.


Candidato: diga não ao encosto!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Rapidinhas das prévias em breve

Nas eleições de 2012, pós resultado e a vitória - e que vitória - do 15 (Para Reconstruir Jacobina), eu fiz alguns comentários que chamei de "Rapidinhas das eleições 2012". Bombou di'cum força!

O Bahia Notícias, com o brilhante Zeca de Aphonso, faz parecido semanalmente com algo chamado "Curtas do Poder". Ele, com toda sua sapiência, nos anima com os detalhes dos bastidores da Assembléia Legislativa, Câmara Municipal, Palácio Tomé de Souza e também o de Ondina. 

Ainda estamos faltando mais de um ano para as eleições municipais, contudo, já teria bagagem pra novamente fazer algo como em 2012. 

Vou pensar bem direitinho porque tem algumas coisas pesadíssimas. Prefiro que o efeito desse café que tomei agora há pouco vá embora,



sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Na calçada de Mipibu



Zé Fagundes velho forte
Trinta dias de hospital pode aguentar
Mas logo, logo vai pra Mipibu
Pra na sua calçada o povo acenar

A gente já tá até acostumado
Essa não é a primeira vez
Vive nos assustando
E a família segue orando
Para revê-lo outra vez

Chega logo sete de setembro
As passagens Sara vai comprar
Vou até comprar uma calça nova
Para no seu aniversário poder entrar

Avisarei também a Ricardo
Que é pra mode seu bem
Se queres participar
Se adeque ao velho que beira e chegará aos cem

Escrevi esse poema (?!)
No teleférico de Montjuic
Estou aqui na Eurotrip
Vixe que negócio chique!

Agora vou m'imbora
Algumas roupas pra lavar
Porque amanhã tem Amsterdã
O que será de mim nesse novo lugar?

Se alguém puder ler para Vovô
Muito feliz ficarei
Pois foi a forma de falar
Que muita saudade sentirei

Bem de pertinho, cá no aparelho
Cleuber manda um abraço
Pedindo que o espere
Para que dê outra benção no velho bom de cordel
Bom de namorador
Coisa de sangue
Herança que não se divide
Que me perdoem os que brigarão
Mas esse sobrenome não é pra quem quer não.



Cleuber Fagundes, 11 de maio de 2015. Barcelona, ESP.