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domingo, 20 de novembro de 2011

UJJA - Primeira reunião


Acabou agora a pouco a primeira reunião da União dos Jovens Jacobinenses (UJJA). Com a presença de apenas três pessoas, mesmo tendo sido convidadas sete, a UJJA vem com um ideal super diferente e inovador na nossa cidade, não significando dizer que está se formando um grupo fechado, restrito a determinadas instituições, cursos ou cidades.
Queremos dar mais vida à rede já existente, fortalecendo os laços das pessoas que deixaram a cidade e partiram para os grandes centros urbanos, a procura de estudo ou emprego. Salvador, Petrolina, Juazeiro, Aracajú, Belo Horizonte, Natal e Recife integram este rol de centros, sem esquecer, entretanto, de Senhor do Bonfim e Cruz das Almas, que também possuem bons centros educacionais. Considero, meio superficialmente falando, que o grande objetivo dessa união é: O que vamos levar pra nossa cidade depois de formados?
Sair de casa é difícil, voltar mais ainda, principalmente quando se tem uma cidade não promissora, que nada faz para abraçar os seus filhos que lá fora se profissionalizaram.
Importante salientar, mas muito importante mesmo, que a essência, as atitudes e ações dessa nossa “União” serão políticas, mas não, partidárias.
Hoje ratificamos alguns pontos essenciais, deixamos amarradas algumas coisas e com data marcada para o próximo encontro, que será dia 10 de dezembro novamente aqui em casa.

O que foi conversado?
- Nome da rede: UJJA – União dos Jovens Jacobinenses
Problemática:
Desarticulação e fraca mobilização dos jovens estudantes e trabalhadores de Jacobina para as questões de interesse público da cidade.

Objetivo geral:
Através da UJJA (União dos Jovens Jacobinenses), iremos articular e mobilizar a juventude jacobinense em torno das questões públicas relevantes.

Objetivos específicos:

• Criar ações direcionadas aos mais variados segmentos da sociedade jacobinense;
• Promover debates e discussões despertando o interesse político nos jovens;
• Fortalecer os laços e vínculos identitários com a cidade e entre os jovens jacobinenses;
- Criar Blog + Redes sociais
- Criação de logo marca
- Criação do estatuto (próxima reunião com a presença dos demais participantes)
- Apresentação do pré-projeto da primeira ação (Caminhada da diversidade)

Ações:

Em virtude do curto tempo e dos afazeres acadêmicos, 2012 terá três ações diretas da UJJA. Ressalta-se que no intervalo de uma ação para a outra, o blog e as redes sociais continuarão em atividade, mantendo ativa a ligação entre os estudantes das mais variadas cidades e Jacobina.

Projeto 1 – Lançamento da UJJA
1ª Caminhada da Diversidade

Data: 22 de Janeiro
Saída: 9h (Posto Avenida) - Chegada: 12h (praça da Matriz)

Atrações:
Brankinho – Puxando trio
Sou Flores – Praça da Matriz

No dia 22 de janeiro de 2012, Jacobina sediará a primeira “caminhada da diversidade” da região do Piemonte da Chapada Diamantina.
Promovida pela União dos Jovens Jacobinenses (UJJA), a caminhada da diversidade inaugura a série de ações e eventos do grupo em 2012, levantando a bandeira contra a intolerância, discriminação e segregação.
Entendendo a diversidade num sentido amplo, a caminhada trará às ruas movimentos sociais de diversas causas. Grupo dos homossexuais, mulheres, movimento negro, cultural, idosos, portadores de necessidades especiais e demais organizações serão convidadas e certamente participarão desta primeira manifestação pública com visibilidade em todo o Estado da Bahia.

Você já faz parte desta rede! Junte-se a nós de forma presencial!
Fazemos questão da sua presença, das suas idéias e contribuições.
Então fica marcado. Dia 10 de dezembro (sábado) – 14h aqui em casa (SSA).

domingo, 13 de novembro de 2011

Aniversário de Lucas Dias/Safadão


Ontem foi aniversário do colega de colégio por mais de dez anos e um novo grande amigo, o famoso Lucas Dias, ou quem sabe, o Lucas Safadão.
A comemoração foi surpresa, acredito ter sido bem animada, ao redor de bons e velhos amigos ao som de um bom forró.
Vários assuntos nos aproximaram este ano. O primordial foi a música, a sanfona, a bateria, a pancada do Forró. Política, mulheres, Direito e projetos nos aproximam mais ainda. Certamente iremos fortalecer esse recente laço de amizade que só tende a crescer.

Feliz aniverário, nobre!
Como diz o seu ídolo, saúde e sucesso!


(Foto em Simões Filho - Ba - Saia Rodada e Cangaia de Jegue - Maio 2011)

sábado, 12 de novembro de 2011

Papai e Mamãe


Ontem a noite recebi uma ligação de Sara chorando, dizendo aos prantos que mamãe havia quebrado o braço. O fato de ter sido um incidente realmente é preocupante, mas quebrar um braço é algo normal, não foge muito do nosso controle. Sem receber notícias e já acostumado a ser o ultimo a saber das coisas, só vim ter informações lá pra uma da manhã, através de uma prima que tava lá por casa, auxiliando mamãe.
A madrugada foi toda de especulações, conversas e suposições de como teria acontecido, porque teria acontecido e, por fim, as sábias palavras de Gi: Foi porque Deus quis.
Hoje pela tarde papai e mamãe chegaram aqui em Salvador por volta das três da tarde. Também como sempre, desci pra pegar as malas. Como não tinha nada pra se pegar, encontrei com papai no hall do elevador rindo e rangendo os dentes (a parte de baixo é chapa). Perguntei por mamãe. Disse-me que ela não iria subir por causa das dores. Fiquei no carro conversando com ela, descabelada, com uma tipóia, e muito, muito triste. Planos e mais planos pra esse final de semana prologado com o feriado da Proclamação da República. Não seriam viagens, passeios. Os planos eram focados no que ela melhor sabe fazer, trabalhar; O que de certa forma irrita o povo daqui de casa. Vô Ananias também estava nos planos dela, afinal, ela, Tia Lucinha e Liliana são hoje as grandes resposáveis pelo patriarca.
Quando papai desceu com Sara, Gi e Dips, saí do carro pra eles irem até a clínica e mais uma vez vi papai sorrindo diferente, com aqueles dentes pra fora, atordoado. Comentei com Gi: Papai tá preocupado. Tá mesmo, completou Gi.
Final de tarde e eles retornam do médico, mais aliviados, com radiógrafias em punho e boas notícias. Ele gosta muito de crer nas coisas, dizia pra si mesmo: Não vai precisar operar não.
Agora há pouco, antes de levantar perto da meia noite e vir escrever isso, estava deitado na minha cama com ele, cochilando e assistindo o maldito Zorra Total, que até tá um pouco engraçado. Nos intervalos dos cochilos, ele se revirava e dizia pra alguém, menos pra mim. "Tô com sono, parece... dei até uma cochilada. Essa noite não dormi nadinha. Já tá na hora do remédio?"
Quando ouvi isso meio em forma de sussuros, pensei comigo. Rapaz, que sensação boa. Será que é preciso uma situação de urgência pra gente dar valor as coisas? Que relação boa essa de papai e mamãe.
Eles não estão em crise dos vinte anos de casados, muito menos separados judicialmente e vivendo na mesma casa de aparência. É que formam um casal diferente, completo.
Na hora da janta sentamos os cinco (Eu, eles, Sara e Gi) numa mesa com quatro lugares, improvisando um banquinho que faço questão de sentar. Conversamos, comemos, nos olhamos. Mamãe sem jeito falou: "É Zé Maria, sua mulher tá doente!" - Papai, mais sem jeito ainda e baiano de uma vez por todas, respondeu: "Oxi! Isso é besteira." Essas duas frases eu vi completamente diferente, e poderia aqui, com a maior facilidade do mundo transcrever em uma cena diferente, como aquelas que a gente vê no seriado "Todo mundo odeia o Chris", onde uma coisa é falada mas outra é transmitida.
Cabe a vocês, portanto, se imaginar vivendo essa cena, se é que eu consegui passar a mensagem. Vou dormir feliz, querendo dividir a dor do braço quebrado de mamãe ao lado de um grande homem.
Que pena que eu e Sara não fomos criados habituados a falar "Eu te amo" aos nossos pais. Quem não foi sabe como é difícil, mesmo que, num momento como esse, a gente queira infinitmante dizer:
Papai, mamãe, a gente ama vocês!!